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Rock In Rio? METAL IN TORONTO!

Definitivamente não dá mais. O Rock In Rio deixou de ser um festival de verdade e passou a ser apenas mais um enlatado pra essa “geração coxinha” do Brasil. E nem estou reclamando da (des)organização, dos problemas de som, dos preços abusivos ou do fato de 99% das atrações passarem muito longe de serem Rock N’ Roll, porque isso é chover no molhado. Ou pior, da pavorosa “homenagem” que essa farsa chamada Ivete Sangallo fez pra uma das maiores bandas da história, o Queen, simplesmente jogando no lixo tudo que existe de bonito em Love of My Life… Juro que se abrirem o caixão do Freddie Mercury, a caveira dele derreteu de tristeza e vomitou sangue depois disso… Vou é tentar comentar apenas sobre os dias que realmente interessavam para mim, os dois dias reservados para o Heavy Metal.

Tudo bem que alguns shows salvaram o Heavy Metal no Rock In Rio, principalmente Slayer, Helloween, Destruction/Krisiun, Rob Zombie, “Zépultura”, e claro os gigantes Iron Maiden e Metallica, mas aí eu pergunto: qual a novidade nisso? O que o Rock In Rio 5 trouxe de inovador pra música pesada no Brasil? Absolutamente nada! Criatividade zero da organização do festival. Pra que Sepultura DUAS vezes, e pra que Metallica e Maiden fechando DE NOVO o festival!? E pra piorar, os melhores shows foram num palco menor, o chamado Palco Sunset, incluíndo aí até o Offspring, enquanto um monte de lixo tocava no palco principal (ou Palco Mundo). Um absurdo.
Por que não separar um dia do Metal para um som mais moderno ou industrial, com ótimas bandas que são gigantes no resto do mundo como Rammstein, Ministry, Fear Factory e Disturbed?

E que tal usar o Palco Sunset para algo mais temático, como bandas com vocais femininos como Arch Enemy, Lacuna Coil, The Agonist e Crucified Barbara? Qual a chance desses shows serem chatos?

Ou shows apenas de bandas originais da Finlândia, um país muito rico e criativo em música pesada, como Turisas, Apocalyptica e Lordi?

E se o Palco Sunset virasse um mini-festival de bandas mais extremas como Cradle of Filth, Dark Funeral, Dimmu Borgir e Skeletonwitch?

Que tal buscar inspiração do outro lado do mundo com o Rock N’ Roll matador do Airbourne (Austrália), o visual do Moi dix Mois (Japão), ou a temática sensacional do Chthonic (Taiwan)? O último video deles, Defenders of Bú-Tik Palace, é uma obra de arte, parece até um filme sobre o 228 Massacre, e o som é extremanente pesado e bem executado. Como pode ninguém nem cogitar essa banda pra tocar no Brasil?
Por que não dedicar o Palco Sunset pra projetos paralelos como o Austrian Death Machine com suas músicas inspiradas em frases famosas do mestre Arnold Schwarzenegger, bandas de “mentira” como o Steel Panther homeangeando o Hard Rock farofa dos anos 80, ou parcerias que todos gostariam de ver como Coal Chamber & Devildriver, as duas do mesmo vocal/líder Dez Fafara, dividindo o palco? O video Clouds Over California é uma aula de Metal e uma inspiração pra mulecada! Vimos o Devildriver ao vivo 3a feira agora, não tem como ficar parado no show!

E onde está o Power/Melodic Metal do festival? Onde estão Primal Fear, Stratovarius, GammaRay? Não seria demais ver ao vivo Rage & Lingua Mortis Orchestra?

Onde está o Punk/Hardcore de Rancid, The Exploited, Misfits, entre outros?

E principalmente onde estão monstros do Metal mundial como Amon Amarth, In Flames, Trivium (que também vimos mandando MUITO aqui 3a feira) e principalmente a maior banda da atualidade no cenário mundial, o Volbeat?
Ninguém da turminha do Seu Medina conhece nada disso? Quantas bandas eu citei em algumas linhas que poderiam tornar o festival algo realmente interessante?

Mas tudo isso seria até esquecido caso não tivessem colocado no Palco Mundo abrindo pra Slayer e Maiden a maior enganação que eu me lembro dos últimos anos, uma bandinha mequetrefe de quermesse chamada Kiara Rocks, com um pseudo-vocalista que o que tem de arrogante tem de desafinado, e que só conseguiu esse “lugar ao sol” na base do maior jabá do Rock mundial. Ou alguém acha que se a Monika Cavalera não fosse a empresária deles, eles estariam tocando no Rock In Rio? Mas esse embuste não vale nem R$2 num buteco na Vila Madalena! Uma banda medíocre, que se escondeu atrás de gente morta, de um ex-vocalista (apesar de eu amar o Iron Maiden e o Killers e dele ser corinthiano roxo, não dá pra levar mais o Paul Di’Anno a sério), e de covers mais batidos que qualquer episódio do Chaves… Essa resenha AQUI é um resumo perfeito sobre essa boy band do Rock nacional. E por favor, alguém coloque o lixo do vocalista num fonoaudiólogo, porque Ace of SPACE ao invés de Ace of SPADES foi de doer o pâncreas até sangrar! Se eu fosse o Helloween ou o Rob Zombie nunca mais voltava a tocar no Brasil por essa falta de respeito com a história das bandas, deixando eles de fora do palco principal pra colocarem essa merda. E não estou reclamando por serem brasileiros não, porque se fosse o Matanza, o Viper, o Krisiun ou o Hibira no palco principal, eu aplaudiria de pé.

E o que dizer do povinho de rádio FM nos shows? Na boa, o público de Metal e Rock no Brasil deixou de ser o mais empolgante faz muito tempo, parece um bando de gente cansada da vida real… Não chega nem perto dos chilenos e argentinos! Pra quem duvida, dá uma olhadinha nisso AQUI, no minuto 47:00 parece que o AC/DC é que está assistindo o público cantar de tão sensacional! E no show do Maiden então, o público PARADO na Seventh Son e The Prisoner? Uma vergonha! Shame on you, Rock In Rio! O show de Toronto em 2012 foi MUITO mais animal, vejam uma pequena amostra AQUI. Até os canadenses estão mais acesos que os brasileiros ultimamente, e sem ficar no Facebook ou Twitter 100% do tempo do show postando fotos de #souapessoamaisfelizdomundo, tá louco! Cada um gosta e ouve o que quiser, não me importo, mas pagar o olho da cara só pra cantar o coro de Fear of the Dark ou Nothing Else Matters é deprimente.
Pra concluir, aqui está uma entrevista do Matt Heafy, vocal/líder do Trivium, falando sobre a situação atual do Heavy Metal no mundo: sera que ele assistiu o Rock In Rio antes dessa entrevista? Concordo com TUDO que ele falou, o cara mandou muito bem, parece até que ele também teve o desprazer de ver a presepada do Kiara Rocks!

Como meu texto não vai mudar nada e o Rock In Rio em 2015 vai ser tão superficial como esse, eu fico por aqui mesmo no Canadá curtindo Volbeat, Trivium, Steel Panther, Devildriver, Chthonic etc. Rock In Rio já era, o negócio é METAL IN TORONTO!

Amanhã tem HELLOWEEN aqui, preciso dizer mais? \m/\m/


As DEZ vezes do Iron Maiden no Brasil

Por Priscila Roque

O Iron Maiden fez sua estreia por aqui durante a primeira edição do Rock in Rio, em 1985. Nos anos seguintes, somam-se 29 apresentações em oito turnês diferentes – e uma repetida – agendadas pelo Brasil. Agora, a banda volta para mais três shows, sendo um deles no Rock in Rio V, completando sua décima vez no País.

O SaraivaConteúdo conversou com o jornalista Benjamin Back, que esteve em todas as turnês brasileiras da banda, e com o fã Gustavo Scuderi Vieira, que assistiu a 14 shows do Iron Maiden, metade deles em terras brasileiras, para relembrar momentos de cada uma dessas passagens.

1. WORLD SLAVERY TOUR (1985)
Rock in Rio I

Mais de 300 mil pessoas no primeiro dia de Rock in Rio, com Iron Maiden.

Benjamin. Lembro que o Bruce pegou uma guitarra e começou a girar. Ela, então, escapou e abriu o supercílio dele. Todo mundo achava que era efeito especial, e ele continuou o show assim mesmo.

2. FEAR OF THE DARK TOUR (1992)
Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre

A banda trouxe a penúltima série de shows antes da saída de Bruce Dickinson. É nesse disco que está o clássico “Fear of the Dark”.

Benjamin. Somente vou cantar o que tenho na memória: “Ô oooooô… I am a man who walks alone/And when I’m walking a dark road…”. Comemoro essa música até hoje como se fosse um gol.

3. THE X FACTOUR (1996)
São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro

Pela primeira vez, o Iron Maiden mostrava ao Brasil seu novo vocalista: Blaze Bayley.

Benjamin. Substituir um dos cinco maiores vocalistas da história, com muito carisma e presença de palco, é complicado.

Gustavo. Apesar de a maioria dos fãs não gostarem da fase com o Blaze, tenho ótimas recordações. Ninguém pode reclamar que o cara não ajudou o Maiden a permanecer vivo após a saída do Bruce.

4. VIRTUAL XI TOUR (1998)
Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba

Blaze Bayley dividia opiniões sobre as performances do Iron Maiden.

Gustavo. Apesar de ele ser considerado um dos álbuns mais fracos da banda, tem, sim, bons momentos, principalmente “The Clansman” – que, para mim, foi o ponto alto da noite em São Paulo.

5. BRAVE NEW WORLD TOUR (2001)
Rock in Rio III

A turnê marcou a volta de Bruce Dickinson à banda.

Benjamin. Foi uma coisa surreal. Mais de 200 mil pessoas pulando… Parecia uma banda de moleques fazendo seu primeiro show, com muito gás. Histórico.

6. DANCE OF DEATH TOUR (2004)
Rio de Janeiro e São Paulo

Com quase 30 anos de estrada, os ingleses lotaram o Claro Hall e Estádio do Pacaembu.

Gustavo. O ponto alto foi quando eles tocaram uma de suas únicas baladas, a maravilhosa “Journeyman”. Não é sempre que se pode vê-los tocando algo acústico, o que tornou tudo ainda mais bonito.

Crédito/Arquivo Pessoal

Gustavo minutos antes de subir ao palco do Iron Maiden, durante a Somewhere Back in Time Tour

7. SOMEWHERE BACK IN TIME TOUR (2008)
São Paulo, Curitiba e Porto Alegre

Uma volta aos anos 80 com direito a canções vindas, principalmente, do Somewhere in Time e Seventh Son of a Seventh Son.

Benjamin. Quando vi o palco, um filme passou na minha cabeça. Com 15 anos, a minha mãe estava desesperada com a minha ida ao Rock in Rio. Agora, [sou] casado, pai de dois moleques e indo novamente como se tivesse os mesmos 15 anos.

Gustavo. Eu já estava ansioso porque veria muitos dos meus clássicos favoritos. Porém, o meu melhor amigo ganhou uma promoção para duas pessoas subirem no palco durante “Heaven Can Wait”! Quando chegou o momento, eu não acreditava que estava ali, junto com meus ídolos e meu melhor amigo, em frente aos fãs alucinados aplaudindo a gente!

8. SOMEWHERE BACK IN TIME TOUR (2009)
Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Recife

Com o sucesso, os ingleses retornaram com a Somewhere Back in Time Tour.

Gustavo. Foi lindo ver headbangers cruzando o Sambódromo, como se fosse um desfile de Metal. Em Interlagos, o ponto alto foi o profissionalismo e o respeito da banda pelos fãs, essencial para evitar uma catástrofe. A organização foi péssima.

Crédito/Arquivo Pessoal

Benjamin com Steve Harris no backstage da The Final Frontier Tour

9. THE FINAL FRONTIER TOUR (2011)
São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Recife e Curitiba

Esse álbum levou o grupo para 36 países, com 98 apresentações – sete delas no Brasil.

Benjamin. Um amigo me deu uma credencial. Como eu também tinha tido o prazer de jogar futebol com eles na ocasião, o Steve Harris não aguentava mais me ver. Aonde ele ia, eu ia atrás. No show de SP, tirei foto com o cara de novo. Durante o show, quando tocou “The Trooper”, achei que ia morrer.

10. MAIDEN ENGLAND TOUR (2013)
Rock in Rio V, São Paulo e Curitiba

Mais um retorno ao passado, com músicas baseadas em um show de 1988.

Gustavo. Eu vi shows dessa turnê no Canadá e na Alemanha. Espero que no Brasil seja o mesmo setlist, principalmente com “The Prisoner” e “Seventh Son of a Seventh Son”, e que a banda leve a pirotecnia, pois oferece um toque todo especial ao show. E, claro, o Eddie, que aparece segurando um feto que solta fogo pela cabeça!

Fonte: http://www.saraivaconteudo.com.br/Materias/Post/53520

Nota: Não sei se alguém percebeu, mas a foto é do show de Toronto da Maiden England 2012, e não da Somewhere Back In Time Tour em São Paulo em 2008. Eu pensei em corrigir a foto, mas achei melhor deixar assim mesmo, afinal, não se pode sair assim alterando as notícias, não é? A foto que deveria estar ali é essa aqui, só pra constar… Na foto de Toronto não tem aquele monte de prédios “bonitos” no fundo e nem a sensacional placa da Suvinil, hahaha!

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De qualquer forma, gostei bastante de ser entrevistado pra essa matéria. Ficou um resumo bem legal de todas as tours da Donzela de Ferro pelo Brasil, e principalmente dos shows que eu fui!

UP THE IRONS!